Espaços para uma educação criativa

Espaços para uma educação criativa

A Steelcase 360 juntou recentemente um grupo de reflexão sobre o tema “Educar os líderes criativos do futuro”.

Da discussão, que pode ser seguida online, resumem-se aqui alguns aspectos principais e excertos, que podem tocar e influenciar directamente a arquitectura dos espaços de formação / educação.

“A maioria das escolas de negócio e gestão – incluindo a Rotman – continuam a dirigir 90% do focus do ensino em oferecer ferramentas aos alunos para decidir de forma quantitativa – e com elevada possibilidade de sucesso – entre duas opçãos pré-determinadas diga-se A e B. O ensino é ainda muito focado em manipulação e formatação. O desafio está claramente em perceber como se potenciam os alunos para poderem ter capacidades para criar uma opção C, que é melhor que A e B.” – Roger Martin, reitor da Rotman School of Managment da Universidade de Toronto.

“A ideia de uma formação – e mesmo uma reunião de trabalho – expositiva, com um powerpoint com cinquenta slides deixou de fazer sentido. As pessoas querem ter acesso aos documentos previamente, para os poderem estudar sozinhas. A formação / reunião em grupo é, preferencialmente, um lugar de discussão e colaboração. É um espaço para interagir, debater, negociar, estabelecer relações…acções eminentemente sociais.”

“Os espaços devem responder e adequar-se à natureza humana, em alternativa a espaços que pretendem formatar e condicionar a natureza humana” – Daniel Pink, autor de vários livros e publicações, incluindo o New York Times e a Harvard Business Review, sobre as mudanças no mundo profissional.

Os aspectos quantitativos têm tanta importância que o tempo de educação / formação se regula em unidades de tempo (por oposição a critérios qualitativos). O horário escolar continua a ser um aspecto fundamental e regulador do ensino.

(O mesmo se aplica à formação em contexto profissional, em que a quantidade de horas de formação é um aspecto fundamental).

“O espaço físico pode ser um potenciador das características qualitativas que se começam a valorizar. Flexibilidade e não estereotipar os utilizadores dos espaços podem ser aspectos a considerar na potenciação da criatividade” – Jim Keane, Presidente da Steelcase brand.

 

 

One Response

  1. Your post has lietfd the level of debate

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